Ibovespa opera estável aos 107 mil pontos; CVC (CVCB3) cai mais de 4% após divulgar prejuízo do 1T23

O Ibovepa opera entre altas e baixas durante a abertura de mercado desta quarta-feira (10), aos 107.094 pontos.

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O destaque positivo do Ibovespa hoje é a Yduqs (YDUQ3), que sobe mais de 16% após divulgar seu balanço na véspera.

A CVC (CVCB3) recua mais de 4% e figura entre as maiores quedas, após divulgar prejuízo no 1T23.

Nas bolsas internacionais, queda de 0,43% no Dow Jones e 0,02% no S&P durante as negociações que precedem a abertura de mercado.

Na Europa, baixas de 0,56% em Frankfurt (DAX) e 0,42% em Londres (FTSE). Nesse contexto, o Stoxx-600 cai 0,54%.

Nas commodities, baixa de 1,7% no petróleo Brent, a US$ 76.

No radar de indicadores, o grande destaque do dia é a inflação dos Estados Unidos, que veio em linha com as projeções, conforme explica o especialista Marcelo Oliveira, CFA e sócio-fundador da Quantzed.

“Os dados do CPI vieram basicamente em linha com o esperado pelo mercado subindo 0,4% em abril. Outro fator positivo é que o núcleo, que exclui alimentos e energia, também veio dentro do esperado registrando alta de 0,4%. O mercado americano reage positivamente com S&P e Nasdaq subindo com investidores à espera agora de uma manutenção dos juros pelo FED, já que não houve surpresas negativas nos números. Ibovespa segue em linha acompanhando o otimismo do exterior, seguindo no positivo”.

Notícias que movimentam a bolsa de valores hoje

  • Yduqs (YDUQ3) quase dobra lucro no 1T23, para R$ 149,5 mi
  • Braskem (BRKM5) abre o jogo sobre oferta da ADNOC
  • Bancos aumentaram rigor após caso Americanas, diz BC

Resultado da Yduqs

A Yduqs (YDUQ3) reportou lucro líquido de R$ 149,5 milhões no primeiro trimestre de 2023, resultado 96,6% maior ante os R$ 76 milhões registrados no mesmo período de 2022. Já o lucro líquido ajustado foi R$ 155,9 milhões frente lucro de R$ 96,1 milhões na mesma base de comparação.

O Ebitda da Yduqs (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 494,4 milhões entre janeiro e março, um aumento de 24,8% em relação a igual intervalo do ano passado, quando a companhia reportou Ebitda de R$ 396,2 milhões. Já o Ebitda ajustado foi 21% maior, totalizando R$ 484,4 milhões. A margem Ebitda ajustada foi de 36,9%, 3,3 pontos porcentuais acima no comparativo anual.

A receita líquida da Yduqs registrou crescimento de 10,1%, alcançando R$ 1,313 bilhão no primeiro trimestre de 2023 contra R$ 1,193 bilhão nos resultados de um ano antes. Os segmentos Premium e Ensino Digital totalizaram 59% da receita líquida total da companhia, um aumento de 6 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior.

A companhia destaca em seu release de resultados que a forte captação do Ensino Digital, que ultrapassou no período a marca de 500 mil alunos, e a retomada dos preços no ensino presencial se somaram ao consistente crescimento de dois dígitos do Premium, levando à Yduqs “ao maior Ebitda trimestral de todos os tempos”.

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Oferta pela Braskem no radar

Em novo fato relevante, a Braskem (BRKM5) confirmou ter recebido a oferta da gestora Apollo e a Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi, a ADNOC, por 100% da empresa.

A proposta pela Braskem seria de R$ 47 por ação, sendo:

  • R$ 20 por ação pagos em dinheiro
  • R$ 20 por ação pagos com debêntures perpétuas emitidas pelos veículos adquirentes, com taxa de 4%
    ao ano
  • R$ 7 por ação com o pagamento diferido na forma de “warrant”

“A Novonor reitera que a oferta encontra-se sob sua avaliação e ressalta que não há qualquer decisão, mesmo que preliminar, tomada a seu respeito”, afirma a Novonor, em resposta à Braskem, que recebeu questionamentos da CVM sobre a falta de informações sobre o processo.

Vale lembrar que a transação da oferta da Braskem por sofrer reajustes entre a conclusão e a assinatura, podendo sofrer alteração de 4%.

Segundo a Novonor, a proposta não vinculante depende de avaliação e negociação com a Petrobras e sua efetivação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições usuais para este tipo de operação – como um processo de due diligence.

Crise na Americanas aumentou rigor dos bancos

O rombo bilionário na Americanas (AMER3) deixou as instituições financeiras mais rigorosas nas operações de “risco sacado”, segundo o Banco Central (BC). Em relatório divulgado nesta quarta (10), a autoridade monetária detalhou os impactos da crise da varejista no sistema financeiro nacional.

“No início de 2023, o caso Americanas provocou aumento no custo do crédito via mercado de capitais e uma postura mais rigorosa das IFs nas operações de ´risco sacado´. Considerando esse acontecimento e o ambiente de elevados comprometimento de renda, endividamento das famílias e de redução da capacidade de pagamento das empresas, 2023 inicia acentuando a redução do ritmo de crescimento”, escreveram os especialistas do BC no Relatório de Estabilidade Financeira.

De acordo com o Banco Central, a rentabilidade do sistema bancário recuou nos últimos meses, principalmente devido ao aumento das despesas com provisões.

“A discreta redução da rentabilidade no semestre foi acentuada devido ao caso Americanas. Embora o forte aumento das despesas de provisão no último semestre de 2022 esteja relacionado a esse evento, a materialização do risco tem resultado no elevado aumento dessas despesas de forma geral”, detalharam os especialistas, que também apontam outros fatores para esse movimento, como o declínio do ritmo de crescimento das rendas de serviços e a pressão da inflação sobre as despesas administrativas.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Última cotação do Ibovespa

Ibovespa encerrou o pregão da terça-feira (9) em alta de 1,01%, aos 107.114 pontos.

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Por: Eduardo Vargas – Suno

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