Ibovespa opera estável aos 106 mil pontos; Natura (NTCO3) dispara 9% com balanço

O Ibovespa opera entre altas e baixas e com variação abaixo de 0,1% aos 106.057 pontos durante a abertura de mercado desta terça (9).

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O índice lida com novidades no radar político e econômico, com a divulgação da Ata do Copom e a nomeação de Gabriel Galípolo para diretoria do Banco Central (BC). Além disso, a agenda de balanços também afeta o Ibovespa hoje.

“Na recente ata divulgada do Copom, os diretores do BC mantiveram a mesma postura rígida das ultimas reuniões: a projeção de inflação segue inalterada e indicaram que continuarão a fazer de tudo para deixar a inflação dentro da meta”, comenta Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital.

“Achei ata bem alinhada com comunicado, com algumas passagens levemente mais hawkish. Me chamou a atenção também que agora o COPOM está com view consensual de que o ritmo de concessão de crédito é compatível com atual ciclo de política monetária, aquela divergência que ele notou na ata passada não existe mais”, analisa Juliano Ferreira, economista-chefe da BGC Liquidez.

O destaque positivo é a Natura (NTCO3), que sobe mais de 10% no intradia após divulgar seu balanço.

A Braskem (BRKM5), por sua vez, cai quase 6% com a divulgação do seu resultado trimestral que mostrou um lucro encolhendo mais de 90% na base anual – ainda que o consenso de mercado projetasse prejuízo para a petroquímica.

Nas bolsas mundiais, queda de 0,02% no Dow Jones e de 0,37% no S&P 500 durante as negociações que precedem a abertura de mercado.

Na Europa, queda de 0,4% em Frankfurt (DAX) e de 0,3% em Londres (FTSE). Nesse contexto, o índice pan-europeu Stoxx-600 cai 0,73%.

Notícias que movimentam a bolsa de valores hoje

  • Natura (NTCO3) amplia prejuízo para R$ 652 milhões no 1T23
  • Ata do Copom: BC espera “queda relevante” da inflação em dois estágios
  • Braskem (BRKM5) apresenta queda de 94% no lucro, para R$ 242 milhões

Resultado da Natura

A Natura (NTCO3) anotou prejuízo líquido de R$ 652,4 milhões no primeiro trimestre de 2023, conforme balanço divulgado na madrugada desta terça-feira (9).

Com isso, o prejuízo da Natura representa alta de 1,4% ante os R$ 643,1 milhões registrados em igual etapa do ano anterior.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da Natura no 1T23 ficou em R$ 841,7 milhões, representando alta de 41,3% em relação ao mesmo período de 2022.

A margem Ebitda ajustada foi de 10,5%, representado uma alta de 3,3% pontos percentuais (p.p.) ante igual etapa do ano anterior.

A receita líquida de NTCO3, por sua vez, caiu 2,8% no comparativo anual, para atuais R$ R$ 8,021 bilhões. A margem líquida foi negativa em 8,1%, ante 7,8% negativos em igual etapa do ano anterior.

No resultado da Natura ainda consta que a receita, em moeda constante, cresceu 3,4% – justificado pelo crescimento das operações na América Latina, além da Aesop, cuja venda foi fechada em meados de abril.

Ata do Copom

A Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, ou Ata do Copom, destacou que o arcabouço fiscal e as novas regras apresentadas reduzem as expectativas de inflação, e somam ao fato de que medidas tributárias perdem efeito ainda nos próximos meses. O documento faz jus à reunião realizada entre 2 e 3 de maio, em que a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 13,75%.

“No segundo semestre de 2023, como os efeitos das medidas tributárias que reduziram o nível de preços no terceiro trimestre de 2022 não estão mais incluídos na inflação acumulada em doze meses e ainda se terá a inclusão dos efeitos das medidas tributárias deste ano, se observará elevação do mesmo indicador”, consta na Ata do Copom.

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Apesar disso, o Comitê de Política Monetária destacou que o panorama “não reflete a dinâmica inflacionária subjacente”.

O BC destacou que a dinâmica deve seguir uma lógica de dois estágios.

“No primeiro estágio, já encerrado, a velocidade de desinflação foi maior, com maior efeito sobre preços administrados e efeito indireto nos preços livres através de menor inércia”, diz o colegiado.

“No segundo estágio, que se observa atualmente, a velocidade de desinflação é menor e os núcleos de inflação, que respondem mais à demanda agregada e à política de juros, se reduzem em menor velocidade, respondendo ao hiato do produto e às expectativas de inflação futura”, completa.

Braskem no 1T23

A Braskem (BRKM5) anotou lucro líquido de R$ 242,4 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1T23), representando uma baixa de 94% contra igual etapa do ano anterior.

Apesar disso, o lucro ficou acima das expectativas do mercado. O consenso Bloomberg de mercado projetava que a Braskem no 1T23 somasse R$ 634 milhões de prejuízo líquido.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente totalizou R$ 1,063 bilhão no 1T23, baixa de 78% na base anual.

A receita líquida, por sua vez, caiu cerca de 27% ante igual etapa no ano anterior, para atuais R$ 19,4 bilhões.

As projeções do consenso Bloomberg eram de R$ 1,32 bilhão de Ebitda e R$ 19,5 bilhões de receita líquida.

O resultado da Braskem mostrou também que o resultado financeiro ficou negativo em R$ 352 milhões, ante resultado positivo de R$ 1,247 bilhão apurado em igual período de 2022.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Última cotação do Ibovespa

Ibovespa encerrou o pregão da segunda-feira (8) em alta de 0,85%, aos 106.042 pontos.

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Por: Eduardo Vargas – Suno

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