Credores da Marisa (AMAR3) pedem falência da empresa por dívidas de quase R$ 900 milhões; ações caem no Ibovespa hoje

Credores da varejista Marisa (AMAR3) entraram na Justiça pedindo a falência da empresa em função das dívidas de R$ 882.797.84. Nesta sexta (12), por volta das 13h45, os papéis da empresa de moda caiam 5,71%, ao preço de R$ 0,66.

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A MGM Comércio de Acessórios de Moda diz ter a receber R$ 363.562,44. Já a Plasútil Indústria e Comércios de Plásticos afirma que a varejista de moda deve a ela R$ 173.501,42. A Oneflip Indústria e Calçados fala em uma dívida de R$ 345.733,98.

A Marisa será intimada para dar resposta em dez dias e poderá depositar integralmente os valores devidos para evitar a falência. Outra opção seria pedir recuperação judicial nesse período. Segundo apurou o Estadão, os pedidos foram feitos para pressionar a varejista a quitar os débitos, mas a renegociação da dívida de cerca de R$ 600 milhões com os bancos está em estágio avançado.

De acordo com o mapeamento do Status Invest, nos últimos doze meses, as ações da Marisa apresentaram uma desvalorização de 70,4%. Confira o gráfico:

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Marisa vai falir?

Na visão de Renato Leopoldo e Silva, do escritório DSA Advogados, os valores pedidos pelos credores da Marisa na Justiça são baixos e não devem oferecer risco real de falência do negócio.

“Os dois pedidos de falência já foram recebidos pela juíza da 3.ª Vara de Falências de Recuperações Judiciais da Capital e determinada a citação da Marisa”, diz Leopoldo e Silva.

Procurada pelo Estadão, a Marisa não se pronunciou sobre os pedidos de falência. Em entrevista à Exame Invest, o CEO da Marisa, João Pinheiro Nogueira, afirmou que a empresa não foi citada judicialmente sobre o tema, “mas que todos esses casos são de débitos de pequeno valor, que o grupo empresarial tem tentado negociar”.

Em fatos relevantes publicados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou estar “tomando providências para sanar essa situação”.

Há pouco mais de um mês, o CEO da Marisa conversou com o Estadão/Broadcast e disse que a concorrência com varejistas internacionais, como a Shein, prejudicou a companhia. “Se a economia estivesse melhor e sem esse contrabando todo, talvez eu não tivesse de fechar 90 lojas”, disse Nogueira Batista na ocasião.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, com Estadão Conteúdo.

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Por: Erick Matheus Nery – Suno

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